n.º 128 – Ano XI Fevereiro/17
1 – Previsibilidade em Economia
Evidente que toda e qualquer decisão de investimento produtivo está sujeita ao risco dos ganhos estimados não se concretizarem, pois as variáveis que impactam, positiva ou negativamente, o retorno esperado podem ser de difícil previsão, pois podem estar sujeitas a intempéries climáticas, alterações na demanda ou na oferta, aumentos na locação ou compra dos meios de produção, bom andamento dos processos produtivos, etc. Quando da elaboração de estudos de viabilidade econômico-financeira, a doutrina econômica, por não ser exata, porém humana, cria mecanismos de defesa contra a imprevisibilidade de certas variáveis.
Quando se trata de sistemas econômicos de países, sempre tendo que ser apreciados do ponto de vista macroeconômico, a previsibilidade da movimentação das variáveis se torna ainda mais complexa. O relacionamento dos países em blocos comerciais e a divisão destes em costumes e religiões diversas torna a tarefa de previsibilidade ainda mais complexa, pois as variáveis podem ser afetadas por fatos alheios a qualquer lógica matemática, pois inerentes à lógica humana e a intempéries em outros países parceiros. Ainda assim, mesmo quando se trata da lógica humana ou de eventos climáticos inéditos, de previsibilidade quase nula, a análise econômica ainda encontra formas de se estipular mecanismos de defesa, ao menos para minimizar possíveis perdas.
Fatos dotados de previsibilidade nula são aqueles que se referem à corrupção em todas as esferas públicas, e também na iniciativa privada. A má fé, o engodo, a prevaricação, o uso indevido de cargos e responsabilidades, a falsidade ideológica, entre outros, favorecem o aparecimento do inevitável desequilíbrio entre as variáveis que compõem qualquer projeto de investimento produtivo. Ressalte-se que, apesar de ser resultado do fator humano das variáveis, não se consegue prever a desonestidade, ou o desvio de caráter, das pessoas por trás dos cargos. Mesmo quando há evidencias de que este tipo de comportamento pode aparecer, não há qualquer maneira de quantificar o prejuízo financeiro, ou moral, que impeça o bom andamento do projeto de investimento e, por consequência, sua rentabilidade.
Por este motivo, da impossibilidade de se lidar com a variável “corrupção”, não se recomenda qualquer investimento produtivo em países com este risco inerente. Será que os investidores de outros países vislumbram esta variável no Brasil?
2 – Principais Indicadores Econômicos
Meses |
IGP-M (1) Mensal |
Poupança (2) Diário |
US$ Venda(2) Diário |
Bovespa(3) Diário |
Selic(2) Diário |
dez-16 | - | - | 3,2591 | 60.227,28 | - |
jan-17 | 0,6400 | 0,7030 | 3,1270 | 64.670,78 | 1,1348 |
Acumulado |
0,64% | 0,70% | -4,05% | 7,38% | 1,13% |
Fonte: (1) FGV, (2) Bacen e (3) Bovespa. Notas: 1) Os índices diários se referem ao último dia útil de cada mês.